Egbert Schuurman (1937 - ) is a professor of Reformational philosophy at the Universities of Delft

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

(Vídeo) - O Empreendedor e a Tecnologia - R. C. Sproul Jr.




Publicado em 7 de out de 2014
Trecho da mensagem de R. C. Sproul Jr. do DVD: Economia para Todo Mundo: Aplicando Princípios Bíblicos ao Trabalho, Dinheiro e Mundo.

Venha ouvir R. C. Sproul Jr. falar mais sobre o assunto neste evento: http://www.ministeriofiel.com.br/cana...

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Internet que burrifica by Jacinto Flecha


Internet cerebro
Numa dessas trocas apressadas de informações, comuns entre vizinhos que só se conhecem dos múltiplos encontros casuais em elevador, eu disse à minha vizinha:
— A senhora é a terceira Lucinda que eu conheço.
— Ah é!? Com este nome, só conheci minha mãe. Posso saber quais outras o senhor conheceu?
— A primeira foi uma fazendeira já falecida, vizinha da fazenda do meu pai. A outra eu só conheci em livro. Era uma menina personagem de um soneto transcrito no Manual de Espanhol em que estudei.
Por coincidência, minha vizinha é viúva de um espanhol, e perguntou:
— E o senhor se lembra do soneto?
— Todinho. Só não me ofereço para declamá-lo agora, porque estou com horário marcado. Mas vou anotá-lo em papel, e depois lhe entrego.
A minha péssima memória tem façanhas como essa, de lembrar um soneto em espanhol que não releio há 58 anos. E consigo ainda hoje, nessa idade em que a memória de qualquer um já não ajuda, cantar todas as músicas que cantei quando era criança ou adolescente. Mas não me peçam para citar de memória nenhuma das 1.800 frases interessantes que colecionei ao longo da vida. Embora eu as tenha lido e relido várias vezes, lembro-me apenas do seu sentido geral.
Outro exemplo já me deixou em má situação, pois custo a lembrar-me da palavra gergelim (tive de procurá-la agora, para escrever), que só chegou ao meu conhecimento aos vinte e poucos anos. Durante uma conversa, quando eu precisava mencioná-la, tinha que recorrer à memória do interlocutor:
— … aquela espécie de alpiste que se usa sobre o pão.
E logo o interlocutor me fornecia essa palavra à qual minha memória é refratária. Para evitar esse constrangimento, elaborei uma triangulação mnemônica. Basta eu me lembrar de um professor prodigiosamente feio e fanhoso, que interrompeu sua primeira aula e nos brindou com esta pérola:
— Ô gente, mas eu sou feio, não sou?!
Lembrando-me do Prof. Ângelo, meu cérebro transforma em gergelim o Angelim – apelido carinhoso que lhe demos. Mas isso vem a propósito de quê? Ah, agora me lembro, nosso assunto é a memória.
Na moderna instituição mencionada aí no título, destaca-se um personagem onisciente: Google. Invejável memória, que deixou longe os terabytes (ou seria teratobytes?) e anda já pelos petabytes. Como não sentir-me humilhado e despeitado com os meus míseros kilobytes? A compensação para essa disparidade revoltante é que a memória dele está à minha disposição. Posso acessá-la a qualquer momento e obter tudo o que me interessa. Desde que minha escassa memória me ajude a encontrar o caminho, posso saber tudo (ou quase, para não exagerar) através do Google.
Não sei a que extremos de performance eu teria chegado, se na minha época de estudante já houvesse esse “secretário” infalível. Tão fácil! Basta digitar algumas palavras (bem, naquela época seria datilografar, hoje uma atividade ultrapassada), e obtenho tudo aos milhões, em fração de segundo. O progresso da infernet é enorme, colossal, inimaginável, e a vantagem indiscutível. Indiscutível? Vejamos:
1 – O que leio no computador, esqueço muito mais rapidamente do que se lesse no papel. Vários amigos confirmam ter notado o mesmo efeito psicológico. Talvez seja porque o texto em computador “apaga”, e o do papel permanece.
2 – A pletora de informações do computador não me induz a discutir, “ruminar” o assunto, e logo mudo para outro. A justificativa é mais ou menos esta: Se eu precisar dessa informação, ela está lá. Portanto, quem “sabe” é o computador, não eu. Mas o problema é que só posso raciocinar sobre qualquer assunto com os dados existentes na memória, não basta saber que estão ao meu alcance em algum outro lugar.
3 – Os anexos de mensagens que recebo têm dois tratamentos: se é bom, envio seletivamente para amigos (tão fácil!), depois guardo no arquivo; se não presta, como algumas piadas de submundo, vai para o lixo. Mas raramente fico sabendo o que pensa o outro, pois o assunto não foi discutido, colocado em comum. Se gostou, se sorriu, ninguém sabe, ninguém viu. Muito diferente da troca de ideias num contato pessoal.
4 – Muitos jornais estão fechando as portas (ou as páginas), e a causa mais incriminada é a expansão da infernet. Nada a lamentar nessa substituição de uma mídia por outra, mas uma enquete definiu que os leitores de jornal na infernet permanecem apenas um minuto por dia no site, em média. Só dá para ler os títulos das notícias, se tanto. Houve aproveitamento, interpretação, decisão? Não, o resultado foi superficialidade generalizada.
O que tem isso a ver com memória? Como já vimos, o raciocínio depende da memória. Ninguém pode raciocinar sobre informações que não estão disponíveis na memória, aí evidentemente incluídas as que estão sendo recebidas no momento. Mas a facilidade para encontrá-las quando se tornam necessárias dispensa-nos de mantê-las na memória. Será exagero afirmar que isso enfraquece a inteligência? Que reduz as aptidões do próprio ser humano? Que burrifica, em última análise?
Se o prezado leitor considera exageradas minhas conclusões, está em posição contrária à de levantamentos estatísticos recentes, bem fundamentados, comprovando que o homem atual é menos inteligente do que nos séculos passados. Provavelmente esta informação o surpreende, e não me estranharia sua suposição em sentido contrário, como a de quase todo mundo. Quanto disso se deve à infernet?

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/internet-que-burrifica#.VIW7uDHF_SE

domingo, 2 de novembro de 2014

10 PECADOS COMETIDOS POR INTERMÉDIO DO FACEBOOK

10 PECADOS COMETIDOS POR INTERMÉDIO DO FACEBOOK

Por Fabio Campos

Dificilmente vamos ver um “cristão” radical nos “usos e costumes” restringir o uso do facebook por parte dos irmãos. Antigamente víamos este comportamento para com a televisão, orkut, entre outros meios; diziam ser mundanos, e por isso “proibido” segundo a visão de algumas denominações.

Parece-me que o facebook atenuou os ânimos ascéticos dos mais dogmáticos. Hoje é comum interagir com pastores por meio deste veículo. Irmãos de denominações mais “rigorosas” como é o caso da “Congregação Cristã do Brasil”, “Deus é amor” e algumas vertentes da “Assembleia de Deus” usam o facebook sem nenhuma acusação na consciência. Em parte fico feliz por isso. Muitos foram libertos dos “usos e costumes” e estão partindo para uma base mais sólida na fé, a saber, a doutrina bíblica. O jugo posto pela liderança sobre a cerviz dos irmãos mais simples no entendimento, de fato, tem sido aliviado com o acumulo do conhecimento bíblico.

No entanto, precisamos fazer bom uso deste meio. Infelizmente, o facebook tem se tornado “pedra de tropeço” na vida de muitos irmãos; seja pelo o que escrevem – seja pelo o que leem – enfim, vigiar com isso é preciso. Por decisão própria me afastei um pouco das redes sociais. Pude identificar (a começar por mim) pecados que são cometidos sutilmente por intermédio desta rede. Trato aqui apenas dez dos milhares que cometemos, pois se continuarmos a lista, certamente precisar-se-iam gastar dias, e mesmo assim não chegaríamos à conclusão. Vamos à lista:

1) Frivolidade: Muitas das nossas expressões são frívolas, ou seja, sem nenhum valor. Simplesmente escrevemos porque caímos na tentação de postar “o que estamos pensando”. Alguns dos nossos pensamentos podem ser setas de satanás e sentimentos confusos ainda não resolvidos. Agora imagina a forma que o leitor interpreta isto. Você já deve ter entendido onde tudo isso vai parar. É sabido       que daremos conta de toda palavra frívola que escrevemos.

2) Inveja: Quem nunca sentiu inveja passeando pelo facebook? Pois é, entenda que ali dificilmente alguém vai postar suas derrotas e mazelas; literalmente, estamos no “país das maravilhas”. Às vezes você está passando por uma luta no seu matrimonio; de repente, então, se depara com a self de um casal em “alta temporada”, desfrutando merecidamente de umas boas férias no nordeste do Brasil, com o seguinte selo: “O amor é lindo”. Se você estiver cheio do Espírito Santo, isso será apenas uma tentação e logo, pela oração, ficará alegre pela felicidade dos amigos. Do contrário, se o seu coração estiver azedo, seus pensamentos não serão bons e você acabará cedendo ao pecado da murmuração. Cuidado com a inveja por ver a alegria de outros, pois nem tudo que vemos, de fato, é.

3) Ostentação: Isso tem muito, postar o que se tem simplesmente para prevalecer sobre outros. Estar por cima sempre. “Olha só a quantidade de membros que há na minha igreja”, chamam a glória para si. Muito cuidado, pois sua integridade física também pode estar em perigo. Você não conhece as intenções dos seus “amigos”. Facilmente caímos nesta soberba de “mostrar” somente para se “sobressair”, e não muito, quando estamos mal consigo mesmo, na tentativa de passarmos uma imagem positiva, mostramos o que temos para encobrir o que não temos. Nossa vida então passa a ser uma farsa regida pelo pai de toda mentira.

4) Cobiça: Muitas das vezes, imperceptivelmente, cobiçamos o que não temos; pelo desejo de ter, nos tornamos ingratos com aquilo que já temos. Isso não se trata apenas de coisas, mas de pessoas; o homem ou mulher que olha para a “grama do vizinho“ é um exemplo disso. Examine se há este sentimento no seu coração, quando a ingratidão com aquilo que você tem bater a porta do seu coração.

5) Ociosidade: Já diz o ditado popular: “mente vazia é a oficina do diabo”. Pois é, postamos o que não deveríamos - lemos que não precisamos - e julgamos o que não sabemos. Como está escrito: “quanto mais palavras, mais tolices sem nenhum proveito” (Ec. 6.11). Não consigo entender como um pastor consegue cumprir com suas obrigações ministeriais postando no facebook o dia todo. E pior, assuntos controvertidos, simplesmente para obter popularidade e atrair para si a atenção. O simples não faz sucesso, mas a controversa fomenta o ego caído e nos torna “deuses”, conhecedores do “bem o do mal”. Muito cuidado com os controvertidos e polemistas do face, ainda que professem a sã doutrina. Certamente, se ele tem tanto tempo para postar, consequentemente não tem tempo para orar, e é muito perigoso receber conselhos de pessoas que não escutam a Deus pela oração. Falam de Deus, mas não falam com Deus. Conheça a vida de oração de alguém pelo o que ele diz ou posta; muitas das nossas discussões tolas acabariam se nossa vida de oração fosse mais eficaz. Creio ser impossível alguém que acabe de levantar de sua oração, cheio do Espírito Santo, possa logo na sequencia sair discutindo com palavras agressivas.

6) Negligencia na comunhão: Nossa comunhão com as pessoas e com Deus é negligenciada. Passamos a “amar” mais os amigos online que não conhecemos, do que os que estão a nossa volta. Falhamos na comunhão fraternal cristã; os relacionamentos a cada dia têm se tornados superficiais; não damos a atenção devida a nossa família. Muitas pessoas deixam seus afazeres profissionais para estar online nas redes sociais. E o pior de tudo, nossa comunhão com Deus é afetada. Como mencionei, falamos de Deus, mas não falamos com Deus. Isso é uma tragédia! Tornamos-nos fracos, áridos, sem a graça e o poder do Espírito; enchemos nossa alma de futilidade; até aprimoramos nossa teologia (o que é muito bom) por meio dos textos postados, todavia, nos tornamos raquíticos, pobres, cegos e nus, no que concerne a intimidade com Deus. Ele fica do lado de fora batendo à porta.

7) Soberba: Quanta soberba nas declarações e discussões que há no facebook. O intuito na maioria das vezes não é edificar e nem exortar as pessoas, mas promover o seu conhecimento e construir um nome para si. Dificilmente alguém reconhecerá em público o seu erro. O Criador conhecendo a criatura disse que ao “chamarmos a atenção de alguém”, deveríamos fazer isso primeiramente em secreto. Precisamos tomar cuidar, pois podemos incorrer no erro de se engrandecer em detrimento do outro. O anseio de ser “curtido” e “compartilhado” é maior do que o temor a Deus. A estes o ensino é contrário: “que eu cresça e que Ele diminua”. Apenas entre em uma discussão quando você tiver certeza que realmente seja necessário, e também quando estiver preparado para abrir mão do direito da última palavra. Não caia no engodo de satanás.

8) Sensualidade: Cuidado com as fotos e dizeres sensuais. Nem todos são cristãos, e este quesito de nada importará para aqueles que não conhecem as Escrituras. Homem, cuidado para não cobiçar aquilo que não é seu; a mesma coisa digo às mulheres. O pecado de ambos anda em sinergia: “o homem gosta de olhar, e a mulher gosta de ser olhada”. Cuidado com aquilo que você vê, curte, lê e valoriza, pois isso será o seu alimento, como está escritoMas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas” (Mateus 6.22 NVI).

9) Inimizades: É comum criarmos inimizades no face sem ao menos conhecer as pessoas. Isso se dá porque interpretamos os posts conforme nosso “estado de espírito”. Às vezes alguém posta algo com um intuito, e outra pessoa faz uma interpretação diferente do que realmente do que aquilo quer dizer. Precisamos tomar cuidado na dose! Não podemos falar somente de um assunto; tem gente que só fala mal da religião dos outros; outros só falam mal do PT e do PSDB; já outros gostam de fomentar a contenda entre irmãos, e pelo litígio das discussões secundárias teológicas, como por exemplo: “calvinismos x arminianismo” – “tradicionalismo x pentecostalismo” – “cessacionismo x continualismo”; alimenta o ódio nos arraias, confundindo os néscios na fé (Rm 14.1). Já exclui muitos “amigos” por conta disto, e certamente outros também serão. Muito empreendimento para aquilo que não compensa. Graças a Deus muita das coisas que pensamos que vamos resolver hoje, através compilação de mais uma teologia sistemática, já foi resolvido por nossos pais da igreja e reformadores. Se soubéssemos como foi construída a teologia cristã teríamos mais misericórdia entre nós e amor para com próximo. Que os arminianos tenham um pouco mais do calvinismo; e que os calvinistas tenham um pouco mais do arminianismo. Seguimos, então, o exemplo e George Whitefield e John Wesley! Com a virtude e graça destes dois, mesmo pensado diferente, colocaríamos fogo no mundo.

10) Julgamentos: Como julgamos através do facebook. Nossa mente imagina sempre o pior do que realmente as coisas são ou estão. Até choramos com os que choram; mas temos muita dificuldades em se alegrar com os que se alegram. Muitas vezes nossa tendência pecaminosa tende a se alegrar com a derrota ou queda do próximo, simplesmente para justificar nosso pecado: “até que não estou tão mal assim”, assovia o diabo aos nossos ouvidos nos “consolando”. Isso é simplesmente demoníaco! Aquele que pensa estar de pé cuide-se para que não caia; e com à medida que julgarmos os outros também seremos julgados.

Conclusão:

Vimos apenas dez pecados que cometemos por intermédio do facebook. Precisamos vigiar e orar, pois o diabo tem buscado a quem possa devorar. Guardemos o nosso coração daquilo que não edifica e do que não produz a justiça de Deus. Não dê atenção a todas as palavras que o povo diz (Ec 7.12); não seja menino inconstante levado por todo vento de doutrina. Não é porque a gramática está correta que o conteúdo é verdadeiro. Cuidado! Dinheiro na conta, nos dias de hoje, legitima conceitos errados por pessoas que nada sabem e nada têm, a não ser sua fortuna. Lembrem-se, o simples acredita em tudo (Pr. 14.15). Seja criterioso, pois do “muito falar nasce a prosa vã do tolo” (Ec 5.3).

Infelizmente o face tem sido um escape para muitos. Pessoas estão em fuga de si mesmo o tempo todo; não se autoexaminam, e tudo o que sabem de si, está baseado no que pensam delas; são dependentes dos outros, das suas curtidas, dos comentários e dos compartilhamentos. Esqueceram que o verdadeiro homem ou mulher “são conhecidos, antes de tudo, de Deus”. Sua referencia é o outro, ou seja, se o outro está bem; então, preciso estar melhor; se o outro está mal; é porque não estão tão mal assim.

Enganando e sendo enganado - vivendo uma ilusão e um mundo mentiroso, a custa do elogio de quem não o conhece em detrimento daquele que conhece todas as coisas, até o mais profundo do nosso coração - assim andam aqueles que pensam que a vida se resume ao “facebook”. Que Deus nos ajude, pois ainda que usemos o face para entretenimento, de uma forma saudável e equilibrada, fazemos então para a glória de Deus.

“Em meio a tantos sonhos, absurdos e conversas inúteis, tenha temor de Deus”. – Eclesiastes 5.7 (NVI).

Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Fabio Campos

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Consequência danosa do laicismo: fuga dos jovens para os games

Gregorio Vivanco Lopes

Numa sociedade sem Deus, os games tornam-se vício e são utilizados para preencher o vazio das almas, com consequências funestas


games vicio
O mundo de delícias que nos foi prometido pela técnica, pela ciência e pelo progresso material em substituição à religião, produz cada vez menos esperançados e mais frustrados, pessoas que fogem da realidade através do suicídio, das drogas ou do frenesi dos ritmos aloucados.
Mas tudo isso é um presente que vai derivando para o passado. A mais nova forma de fuga da realidade é constituída pelos games, que estão deixando de ser um divertimento solitário de certos esquisitões da informática para transformar-se numa competição de profissionais.

Comunidades de tipo religioso

No futebol, antes de algum jogo importante, é costume os clubes concentrarem seus jogadores em algum local apropriado, a fim de se prepararem para o embate. O mesmo vai acontecendo com os “jogadores de games”, como têm sido denominados os profissionais desse estranho esporte. Com a característica, que nem no futebol existe, de formarem uma espécie de comunidade permanente, onde se dedicam ao game em tempo integral.
Rapazes com idades entre 17 e 24 anos constituem um time e passam a morar numa mesma casa — do gênero gamings houses, já comuns no Exterior —, com dedicação integral, como atletas profissionais dos games. Para os jogadores não terem que pensar em outra coisa, tais casas contam com empregada doméstica, comida, roupa lavada, piscina, churrasqueira e, sobretudo, acesso ilimitado à Internet.
Os jovens passam então horas a fio estudando novas táticas, testando personagens virtuais, promovendo jogos amistosos.
Namoro? Segundo um rapaz entrevistado, “muito jogador já caiu de nível porque foi atrás de mulher”. Família? “Seria muito cansativo ir ver minha mãe toda semana”, afirma outro. Também não pensam em estudar em Faculdade. Recebem uma ajuda de custo, além de ganharem pela publicidade de seus jogos. Há estimativas de que cada um recebe de cinco a dez mil reais por mês. Porém, informa um dos rapazes, “não estamos nessa pelo dinheiro, para ficar famosos ou milionários. Estamos nessa pelo jogo, e queremos continuar enquanto pudermos”. Uma espécie de dedicação religiosa, portanto.
Marx propagava que a religião é o ópio do povo, prometendo que a felicidade nesta Terra se encontraria numa sociedade ateia e comunista. Esse sonho — melhor diríamos, pesadelo — se esboroou. Foi substituído pelo sonho das sociedades laicas de nossos dias, em que o ateísmo não é ostentado, mas disfarçado. Acontece que também elas se mostraram frustrantes. A necessidade premente da alma humana de uma dedicação total a Deus, que só a Religião Católica satisfaz plenamente, vem sendo preenchida, à falta de melhor, pela obsessão dos games. Vale a pena?

Multidões em estádios

Torneios têm ingressos esgotados em poucas horas. Cerca de 32 milhões de pessoas acompanharam pela Internet os games realizados em Staples Center, arena de Los Angeles (EUA), que costuma apresentar partidas de basquete e shows.
No Brasil, em 26 de junho último, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio, diante de um público pagante de seis mil pessoas (e mais 116 mil espectadores via Internet), houve uma disputa entre alguns desses times de games. O time vencedor, além do prêmio de R$ 55 mil, conquistou o direito a viajar a Seattle (EUA), a fim de competir por uma das 16 vagas no campeonato mundial que se decidirá em Seul, na Coreia.
A profissionalização e a organização dos chamados eSports começaram a se tornar sistemáticas com o surgimento e popularização dos games multiplayer online, que permitem partidas entre vários jogadores pela Internet; além do financiamento proveniente de grandes empresas.
Há games para todos os gostos: de luta, de tiro, de futebol; mas os mais populares são os que representam arenas de batalha online, para vários jogadores que se enfrentam num mapa, com o objetivo de defender suas bases e destruir as bases inimigas.
Algumas equipes já importam jogadores de outros países, especialmente da Coreia do Sul, onde eles são muito profissionalizados.(*)

Jovens incorporam os personagens dos jogos

O médico psiquiatra Jairo Bouer, escrevendo em seu blog (4-8-14) e na revista “Época” (11-8-14), nos fornece alguns dados sobre os games, dignos da maior atenção.
Informa ele a existência de um importante estudo, publicado recentemente nos EUA, indicando que determinados jogos podem aumentar a propensão de jovens a comportamentos de risco como beber, fumar e envolver-se em brigas.
O trabalho foi feito por uma equipe do Darmouth College e publicado no Journal of Personality and Social Psychology, periódico da Associação Psicológica Americana. Os resultados foram os mesmos para meninos e meninas.
Os pesquisadores entrevistaram mais de cinco mil adolescentes durante quatro anos, e concluíram que os fãs desse tipo de jogo tiveram um comportamento mais agressivo, se envolveram mais em brigas, fugiram mais de casa e até cometeram mais furtos do que os não fãs.
Segundo o líder do estudo, o pesquisador Jay Hull, que preside o Departamento de Ciências Psicológicas e do Cérebro de Dartmouth, os games permitem aos usuários viver na pele de outra pessoa. Jogos com protagonistas violentos e antissociais geram recompensas a comportamentos de risco, não sendo portanto de admirar que em algum grau isso seja repetido na vida off-line.
Muitos jovens incorporam características dos personagens desses jogos. Por isso têm mais dificuldade para lidar com os limites da vida real. O videogame mais popular entre eles, apreciado por quase 58% dos jovens, é o Grand Theft Auto III, que permite ao usuário encarnar um criminoso.
Os pesquisadores descobriram que quanto maior a frequência com que os jovens jogavam gamesviolentos, maior o envolvimento deles em agressões. O uso de álcool e de tabaco também aumentou exponencialmente ao longo do tempo, à medida que o envolvimento com esses jogos também crescia.
Estudos como este sugerem que é preciso ficar atento ao tipo de experiência que os gamesproporcionam. A omissão dos responsáveis pode ser fatal.

Cuidado com os games-babás

Terminamos relembrando a entrevista da Sra. Elizabeth Woolley, concedida à revista Crusade, da TFP americana e reproduzida por Catolicismo em julho/2012. A entrevistada é fundadora do Online Gamers Anonymous (Jogadores Anônimos Online) e opositora sem reservas de videogames que causam vício.
Conta ela: “Em 2002, meu filho Shawn viciou-se em um jogo chamado Everquest. Em três meses ele largou o emprego, foi despejado de sua casa e ficava a noite inteira acordado jogando no computador. Apesar de nossos ingentes esforços para auxiliá-lo a restabelecer a normalidade em sua vida, ele cometeu suicídio um ano e meio mais tarde”. Depois disso, “me dei conta de quantas famílias estão sendo destruídas e sofrem como a minha.”
E acrescenta: “Eu tenho visto muitas atitudes irresponsáveis de pais que desejam usar os videogames como babás. Isso infelizmente acontece porque muitos pais são com frequência eles próprios jogadores. Primeiramente, não é bom pai aquele que dá à criança um jogo de computador para que ela não o amole”.
Tire o leitor as suas conclusões.
___________
(*) Até este ponto, utilizamos os dados fornecidos por reportagem publicada em “O Estado de S. Paulo” (4-8-14), nos Cadernos Economia e Link.

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/consequencia-danosa-laicismo-fuga-dos-jovens-para-os-games#.VEjKdPnF_SE

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Facebook fast food

Facebook fast food

Quando você lê - Coisa boa, coisa ruim, coisa engraçada: há uma absurdamente veloz alternância de assuntos na Timeline. Você fica no máximo 10 segundos lendo cada publicação e suas emoções seguem o fluxo. Resultado: você nunca pensa nem reage profundamente. Perceba qual o seu estado mental descendo o mouse: em menos de um minuto você lê "Ufa, cheguei cedo hoje!", "Olha que lindo esse vídeo do gatinho!" e "Comunico a todos que nossa irmã faleceu de madrugada". Por estarem sempre na montanha russa, as emoções suscitadas pelo FB acabam buscando um modo mais estável, e esse modo é a insensibilidade.

Quando você escreve - No Facebook, tudo o que passa pela sua cabeça durante o dia é passível de publicação: desde torcer para o seu time até reflexões filosóficas sobre um tema preferido. Escrever pensando em publicar no Face significa que você vai ajustar o que pensa para o modo "fast food" - não só pelo pouco espaço disponível, mas porque tem todo tipo de gente na sua Timeline e você quer que todos leiam e reajam imediatamente, se não, escreveria em outro lugar. Percebe o automatismo? Preparar "comida" para todo mundo, a todo momento, gera banalização. E, quanto mais você passa seu tempo no Facebook, mais você desenvolve a mania de exteriorizar para esse faceless public tudo o que você pensa. Logo você começa a pensar exclusivamente no "modo Facebook", e todos os seus pensamentos viram fast food. Sua vida interior, em vez de Estação Gourmet, vira barraquinha de hambúrguer. 


E o lado positivo? - Por sua própria estrutura, o Facebook acaba treinando você para a insensibilidade e a banalização das relações. Isso é o contrário do que ele se propõe a fazer. Mas, é claro, há aspectos positivos na rede social: encontrar gente que não se vê há muito tempo, manter contato com leitores (no meu caso), centralizar conversas em torno de temas de interesse etc. O problema é que é muito fácil cair na armadilha da compulsão, quando todos os aspectos negativos superam os positivos.


Então eu tenho que sair do Face? - Não acho que necessariamente você deva sair do Face. Mas, se você já consegue identificar insensibilidade e superficialidade nas suas interações facebookianas, é urgente o movimento inverso: o Facebook precisa sair de dentro de você.


Mas o que eu faço? - Dedique menos tempo ao Facebook. Não esqueça da vida rolando o mouse para baixo, nem pense em publicar toda hora. Perca a compulsão pelas reações imediatas dos leitores: os melhores pratos precisam de tempo para ser preparados e degustados. Se você gosta de escrever, mantenha um caderno só para você e busque registrar reflexões mais longas e pausadas. Preserve sua vida interior e dedique-se mais a quem você pode encontrar pessoalmente. Se está em casa com a família ou amigos, evite o Facebook e dê-lhes a máxima atenção. Ao sair com alguém, não fique consultando o celular a cada minuto; de preferência, coloque no silencioso e esqueça-o. Sempre que sobrar um tempinho de lazer, não corra para o Facebook, mas leia um livro. E, se der vontade de compartilhar tudo o que você está lendo no Facebook, anote no próprio livro seus pensamentos e depois, se achar pertinente, publique - mas depois de já ter lido um bom pedaço. Assim como ir ao McDonald's, o Facebook deve ser exceção na sua vida, não regra.


Para ler mais (em inglês): até o Steve Jobs controlava o uso da internet em casa. Ele conhecia de perto os danos do vício em computadores. Artigo inspirador!

Fonte: http://normabraga.blogspot.com.br/2014/09/facebook-fast-food.html?spref=fb



terça-feira, 22 de julho de 2014

Crianças estupradas e sodomizadas em páginas do Facebook

Crianças estupradas e sodomizadas em páginas do Facebook

Bomba! Rede social favorita dos EUA é um paraíso de pedófilos

Chelsea Schilling
(MATERIAL EXPLÍCITO: Esta reportagem contem detalhes explícitos de abuso sexual de crianças, conforme mostrado em várias páginas do Facebook. O WND imediatamente denunciou imagens de pornografia infantil e abuso sexual de crianças ao FBI. As fotografias censuradas aqui publicadas estão entre as mais moderadas que encontrados.)
O lado negro secreto do Facebook
Ela é baixinha, morena, com olhos castanhos, mal completou 10 anos, e está nua; posando para o homem que a estuprou e trocou sua foto como moeda com milhares de predadores insaciáveis no Facebook.
A menina não sorri, porque sabe o que virá depois. Seu agressor irá compartilhar fotos e ganhar o direito de se vangloriar diante de milhares de outros depravados iguais a ele, que irão trocar suas próprias fotos eróticas (geralmente enviadas de celulares) de meninos e meninas que eles estupram.
Ela é linda. Aliás, poderia ser sua filhinha ou sua irmã mais nova. Seus cachinhos pendem sobre a sua jovem pele. Seu corpo nu mostra claramente que ainda não se desenvolveu. Mas tornou-se um brinquedo sexual, uma figurinha colecionável para adultos, um meio de excitar depravados sexuais pelo mundo.
Existem muitas outras meninas e meninos como ela; não em alguma revista vulgar nos fundos de uma livraria adulta, nem em um vídeo caseiro do Bairro das Luzes Vermelhas, nem nos becos de Bangladesh, mas em páginas de uma das mais bem sucedidas entre as novas empresas de internet no mundo.
Descubra o lado negro do Facebook, uma empresa onipresente com sede nos Estados Unidos, que está para fazer uma oferta pública inicial em que se espera avaliar a empresa em 100 bilhões dólares.
Imagens explícitas de crianças sexualizadas menores de 12 anos e de adultos estuprando crianças são colecionadas entre círculos de pedófilos no Facebook. Os print-screens publicados estão entre os mais “leves” dos que foram achados.
Outro perfil mostra um garotinho de certa de 8 anos, que se parece com um jovem esportista ou escoteiro da vizinhança. Ele foi forçado a se despir em uma cama, segurar os tornozelos atrás da cabeça para que seu captor fotografasse sua genitália e seu ânus.
Outro garoto, de cerca de 12 anos, está deitado de barriga para baixo em uma cama enquanto um homem adulto o penetra. A foto foi enviada por um celular, tirada ao vivo por uma terceira pessoa no quarto que observava o estupro da criança e enviava a imagem ao Facebook.
Em outras páginas, os depravados da pornografia infantil compartilhavam uma foto de duas meninas nuas se beijando e trocando carícias em um ambiente externo. Outro menino ainda, que aparenta cerca de 4 anos, recebendo sexo oral de uma criança cerca de dois anos mais velha.
Outras crianças na mesma faixa etária são mostradas sodomizando umas as outras, ou sendo estupradas por homens ou mulheres adultas, com links das fotos e vídeos postados no Facebook. Álbuns inteiros de meninos e meninas explorados estão visíveis para o público e compartilhadas com um mero clique.
Um usuário do Facebook identificado como “Kidsex Young” rapidamente adiciona outros com interesses similares para trocarem fotos e vídeos de abusos.
Na página do Facebook chamada de “Kidsex Young”, um homem pergunta aos outros, “Vamos trocar vídeos?” Outro usuário posta o vídeo de um homem nu acariciando um bebê em uma cama.

Perfil de um Predador do Facebook

Como parte de uma investigação secreta, o WND utilizou perfis falsos no Facebook e localizou dezenas de imagens de pornografia infantil após adicionar vários prováveis pedófilos e predadores que trocam milhares de fotos pornográficas na rede social.
Durante a investigação, comunidades inteiras de predadores foram facilmente encontradas no Facebook. Os pornógrafos infantis utilizam os grupos como pontos de encontro para encontrar outros com interesses similares. Muitos dos agressores listam interesses similares em seus perfis, incluindo termos como “treze”, “Lolita”, “Justin Bieber”, “incesto” e “PTHC” (sigla em inglês para “pornografia explícita pré-adolescente”). Suas atividades podem incluir “Receber fotos eróticas”, e assinam páginas de fãs explícitas no Facebook, postadas à vista de todos.
“PedoBear”, desenho de um urso pedófilo, utilizado por pedófilos para identificarem um ao outro no Facebook.
Na maioria dos casos, pedófilos e pessoas que compartilham pornografia infantil possuem dois tipos de amigos: 1) pervertidos sexuais que possuem interesses similares e 2) crianças inocentes que eles encontraram e adicionaram no Facebook. Muitos predadores estabelecem um relacionamento virtual com uma criança, convencem-nas a enviar fotos provocantes ou até mesmo as convencem a se encontrar com eles pessoalmente.
Os nomes abaixo são de grupos e páginas reais atualmente ou anteriormente disponíveis para usuários do site de todo o mundo:
Kidsex Young
Preteen Lesbians
10-17 Teen Bisexual
Incest (“curtido” 2,119 vezes em 19 de abril de 2012)
PTHC (preteen hard-core pornography)
12 to 13 Boy Sex
Young Gay Pics and Movie Trade
Gangbanging
Hot and Teen Lesbians
Bl*wjob Fan Page (curtido 1,662 vezes em 20 de abril de 2012, a maioria por meninas e algumas jovens aparentemente adolescentes)
Young Lesbians
Teen Sex
Love Little Kids
I.ncest Forever
Menfor Babygirls
Sex Little Girls
Nude Teens
F**k Young Girls
F**k Young Boys
Como o nome sugere, o “PedoBear” é um desenho de um urso pedófilo, utilizado por pedófilos para identificarem um ao outro no Facebook. No momento dessa reportagem, havia 267.064 páginas “curtidas” de dezenas de páginas cheias de grupos que continham o termo “PedoBear”. Em alguns desses grupos, o WND encontrou imagens bastante preocupantes.
Parece haver poucas restrições a esses grupos pela rede social.
Apesar de repetidas solicitações, o Facebook não respondeu as ligações telefônicas e e-mails do WND a respeito das numerosas imagens, vídeos ou páginas explícitas direcionadas a depravados sexuais.
Michelle Collins é vice-presidente da divisão da exploração de crianças no Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, conhecida pela sigla em inglês NCMEC. O Ministério da Justiça dos EUA financia a organização sem fins lucrativos, que mantém um canal para denúncias de pornografia infantil e envia as pistas para as agências de segurança apropriadas.
Ela disse ao WND que o NCMEC recebe denúncias de todas as redes sociais.
“Se eles obtiverem conhecimento, a lei exige que denunciem”, afirma Collins. “Com a natureza global disso e com empresas do tamanho do Google, Facebook e outros, há indivíduos utilizando seus sistemas de todas as partes do globo. Então, em muitos casos, recebemos denúncias de empresas que indicavam que imagens de pornografia infantil eram enviadas de [locais pelo mundo]… A média no ano passado foi de cerca de três dias para que o conteúdo fosse removido”.
Ao ser perguntada se as páginas e grupos explícitos do Facebook poderiam agravar o problema, permitindo que milhares de predadores de crianças interagissem para trocar fotos, Collins acredita que sim: “Existem palavras-chave que indicam que indivíduos com interesses comuns por crianças estariam debandando para… Acredito que essa é uma razão muito boa”.

Por trás das imagens

A maioria desses predadores não está simplesmente procurando imagens de pornografia infantil. Em um estudo conduzido em 2007 pela Agência Federal de Prisões, no qual psicólogos conduziram uma pesquisa de opinião detalhada sobre o comportamento sexual de criminosos virtuais, 85% deles afirmaram ter cometido abuso sexual contra menores, de toques inapropriados a estupros.
O Ministério da Justiça dos EUA explica: “Na maioria dos casos de pornografia infantil, o abuso não é um acontecimento que ocorreu uma única vez, mas uma vitimização contínua que progride ao longo de meses ou anos.  É comum que os produtores de pornografia infantil cuidem de crianças ou cultivem um relacionamento com a criança, para com o tempo gradualmente sexualizar o contato. O ato de cuidar estimula uma falsa sensação de confiança e autoridade sobre uma criança com vista a insensibilizar ou quebrar sua resistência ao abuso sexual”.
Essa foto foi encontrada em um álbum postado em um dos vários perfis do “PedoBear”, personagem de desenho que os pedófilos utilizam para identificarem um ao outro.
Richard Lepoutre esteve ativamente envolvido na luta para proteger crianças do abuso sexual por mais de 25 anos, e é cofundador da luta contra pedófilos no Facebook com a campanha Parem com a Pornografia Infantil no Facebook. Ele também trava uma batalha contra a exploração comercial do sexo por meio do seu trabalho nas campanhas Stop Online Exploitation (Parem com a Exploração Online) e Men Against Prostitution and Trafficking (Homens Contra a Prostituição e o Tráfico).
“Não é apenas uma questão de imagens”, afirma Lepoutre. “Na maioria dos casos, essas imagens estão associadas a crianças abusadas sexualmente. Sabemos que isso é o que está acontecendo. Eu teria o cuidado de não caracterizar isso como pessoas ruins tirando fotografias de menininhas nuas ou seminuas. É muito mais do que isso, porque em quase todos os casos essa sessão fotográfica é a foto ou a filmagem do estupro de fato da criança”.
O colaborador de Lepoutre nessa batalha contra a pornografia infantil é Raymont Bechard, autor de “The Berlin Turnpike: A True Story of Human Trafficking in America,” (“Pedágio de Berlim: Uma História Verídica do Tráfico de Pessoas nos Estados Unidos”), uma análise histórica da exploração comercial do sexo e do seu lugar dentro de todas as comunidades americanas. Berchard também escreveu “Unspeakable: The Truth Behind the World's Fastest Growing Crime” (“Inominável: A Verdade por Trás do Crime que Mais Cresce no Mundo”). Ele lançou a campanha Men Against Prostitution And Trafficking, uma comissão de ação política contra o tráfico de pessoas nos EUA, e é cofundador da Stop Child Porn on Facebook.
Em “The Berlin Turnpike”, Bechard explica: “Sites de redes sociais como Facebook, MySpace e Twitter mudaram o jogo completamente. Com uma enorme popularidade (e crescendo a cada dia que passa), esses sites gratuitos oferecem ferramentas muito poderosas para homens que compram sexo, cafetões e pedófilos que colecionam pornografia infantil. Em um estratagema de marketing brilhantemente tortuoso, cafetões utilizaram esses sites de maneira que os homens não precisam mais procurar mulheres nas esquinas ou na internet. Por meio das redes sociais, as mulheres vão a eles…
“Muito mais flagrante foi a utilização do Facebook por pedófilos para se conectarem uns aos outros pelo mundo e trocarem material sexualmente explícito de crianças, outra forma de tráfico de pessoas, conforme legislação americana”.
Em um grupo do Facebook chamado de “Forbidden Incest” (Incesto Proibido), uma “adolescente” demonstra interesse por um “papai amoroso” e recebe resposta de vários pretendentes.
Bechart observa que um perfil do Facebook do início de 2011, sob o nome fictício de “Marcos Teia”, tinha mais de 500 “amigos” que trocavam fotos. Uma das primeiras imagens de sua galeria retrata uma criança de apenas 6 ou 7 anos.
“Ela não estava sorrindo na foto. Com a cabeça levemente inclinada para a direita, olhava envergonhada para a câmera. Seu cabelo estava arrumado em alto estilo, com fitas verdes e amarelas. Além da maquiagem, estava usando batom, lápis de olho e sombra. Estava em um ambiente externo, com o céu azul e colinas não identificadas no fundo. Segurava um boneco inflável do Patolino. E estava completamente nua”.
A coleção crescia a cada hora que passava. Depois que o perfil de “Marcos Teia” foi denunciado, desapareceu temporariamente, mas logo ressurgiu.
“Um dia ele estava no Facebook com centenas de amigos, cujos perfis também exibiam fotografias sexualmente explícitas de crianças e adultos no site da rede social, e no dia seguinte havia desaparecido. Poucos dias depois estava de volta, ávido por aceitar solicitações de amigos de quem quer que fosse”.
Bechard também encontrou o perfil de um “Marcos Robson”.
“As fotografias eram imagens explícitas de meninas, aparentando a idade de 3 a 9 anos”, explica. “As imagens mostravam essas meninas envolvidas em sexo vaginal, oral e anal. Algumas estavam imobilizadas com silver tape. De acordo com o mural do grupo, “sex little girls” tinha 51 membros e o número de fotos havia aumentado para 37, incluindo uma que parecia ser uma menina recém-nascida e a genitália de um homem adulto”.
Os depravados sexuais utilizam páginas como a “I.ncest Forever” (“Incesto para Sempre”) para se encontrarem com outros que têm interesses similares.

Fazendo anúncios de sites de pornografia infantil

Bechard disse ao WND que os colecionadores de pornografia infantil estão lucrando com a postagem no Facebook de links externos para suas galerias de vídeos no Facebook.
“Muitas dessas pessoas possuem galerias secretas e links para vídeos que baixaram ou fizeram eles próprios”, afirma. “É aí que eles ganham dinheiro, com vídeos”.
Durante uma investigação do WND, era comum encontrar links para sites externos de pornografia infantil, com títulos de fotos e vídeos. Abaixo estão alguns desses títulos:
“Arabian boy f–k his neighbor 13 yo” (“Menino árabe f**e seu vizinho de 13 anos”)
“Mom seduces son in bedroom” (”Mãe seduz filho no quarto”)
“Arabian teacher rapes his student” ("Professor árabe estupra aluno”)
“Boys f–k each other” (“Meninos f***ndo”)
“Arabian boy f–k his younger brother in the a–” (“Menino árabe f**e irmão mais novo no c*”)
“Circumcision of boys” (“Circuncisão de meninos”)
O administrador do grupo “Planet-of-Boys” (“Planeta dos Meninos”), postou um informe aos seus visitantes da sua página do Facebook:
“Visite nosso blog e bate-papo ao vivo, onde pessoas que amam meninos compartilham e-mails e links em segurança; você pode ser excluído se fizer isso no facebook, mas em nosso blog você não será excluído e irá se divertir o tempo todo”.

“Eles não faziam ideia de que isso existia”

Bechard disse que um dos maiores obstáculos é o de superar a falta de conhecimento do público sobre a pornografia infantil no Facebook.
“Um dos problemas é o fato de poucas pessoas sequer saberem que esse problema existe”, afirma. “Ninguém sabe disso”.
Bechard e Lepoutre informaram aos gabinetes de congressistas que trabalham na área de abuso infantil e exploração comercial do sexo a respeito da pornografia infantil no Facebook.
“Eles não faziam ideia de que isso existia, porque todos confessaram que adoram o Facebook”, afirma Bechard. “A rede social os ajuda a se elegerem ou a evitar que outros se elejam. Todo mundo utiliza o meio”.
Segue uma reportagem local a sobre a assustadora tendência:
As pessoas que se importarem podem fazer o seguinte:
Se você deparou com algum conteúdo que aparente ser de pornografia infantil, denuncie imediatamente ao Centro de Denúncias de Crimes Virtuais do FBI.
(A Parte 2 dessa série de reportagens irá examinar a resposta do Facebook e de autoridades de segurança a respeito da atual batalha contra a pornografia infantil no Facebook.)
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “Kids raped, sodomized on Facebook pages