Egbert Schuurman (1937 - ) is a professor of Reformational philosophy at the Universities of Delft

Egbert Schuurman (1937 - ) is a professor of Reformational philosophy at the Universities of Delft

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo

DE SÃO PAULO

Um estudo resolveu mostrar toda a verdade por trás das fotos de gente rica, magra e boazinha postadas no Facebook.

De acordo com um estudo da Universidade de Colúmbia e de Pittsburgh, a imagem positiva que surge a partir da página faz com que o autocontrole das pessoas diminua.

Uma das consequências mais fáceis de perceber é a agressividade.

"Quando você se sente bem consigo mesmo, você se sente no direito de fazer as coisas. E você quer proteger aquela imagem melhorada, o que faz com que as pessoas reajam tão fortemente àquelas que não concordam com suas opiniões", disse Keith Wilcox, um dos autores do estudo, ao "Wall Street Journal".

Andrea Michele Piacquadio/Shutterstock
Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo
Facebook te deixa mais gordo, pobre e malvado, diz estudo
 
O estudo foi dividido em cinco partes e contou com 541 participantes e, também, chegou a desagradável conclusão que os usuários do "face" ficam mais gordas e pobres.

Aqueles que passam mais tempo on-line e tinham muitos amigos na rede social tinham mais tendências de comer besteira e ter mais gordura no corpo, assim como mais dívidas no cartão de crédito.

Outra parte do estudo mostrou que aqueles que passavam cinco minutos no Facebook, ficavam mais inclinados a comer biscoito do que uma barra de cereal.

Além disso, os internautas mostravam mais preguiça na hora de resolver problemas matemáticos e desistiam mais facilmente.

O porta-voz do Facebook não quis comentar o assunto ao "WSJ".

Fonte: http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1181111-facebook-te-deixa-mais-gordo-pobre-e-malvado-diz-estudo.shtml



Divulgação:

 


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"A mente do internauta está caótica, poluída, impaciente e sem rumo", diz autor

"A mente do internauta está caótica, poluída, impaciente e sem rumo", diz autor
da Livraria da Folha
 

Há uma grande incógnita sobre o que acontecerá com as gerações que já nasceram ou cresceram com acesso à internet. Para o jornalista Nicholas Carr, elas correm sérios riscos de serem menos inteligentes, focadas e mais ansiosas do que as anteriores. "Caótica, poluída, impaciente e sem rumo", em suas palavras.

Reprodução
Obra diz que internet pode reduzir nossa inteligência e concentração
 
Obra diz que internet pode reduzir nossa inteligência e concentração
 
Com a ajuda de descobertas recentes da neurociência, o comunicador alerta, em "A Geração Superficial: O Que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros" (Agir, 2011), para os possíveis riscos que a rede traz à nossa capacidade de cognição. O livro foi finalista do prêmio Pulitzer 2011 na categoria não-ficção.

Na obra, o autor produz um estudo sobre as conseqüências culturais e intelectuais da rede. Para isso, mostra como o pensamento humano foi moldado ao longo do tempo por ferramentas tecnológicas como o alfabeto, o relógio, a tipografia e o computador e mostra que essas mudanças têm impacto direto na estrutura do cérebro e de suas ligações neurais.

Siga a Livraria da Folha no Twitter
Siga a Livraria da Folha no Twitter
 
O jornalista compara os efeitos, em nossa mente, de um livro, que exige concentração e interpretação, com a internet, onde apenas corremos os olhos pelas coisas, que são superficiais e se alteram com velocidade. Para ele, a mudança radical da organização do pensamento irá comprometer nossa capacidade de concentração, contemplação e aprofundamento nos assuntos.

Por isso, ele defende que usemos a internet de forma planejada, com uma postura mais calma e que nos dediquemos a apenas um assunto por vez, como tentativa de preservar o raciocínio e a inteligência como os conhecemos hoje.

"A Geração Superficial" têm lançamento previsto para o dia 15 de novembro e já está disponível, em sistema de pré-venda na Livraria da Folha.

*
"A Geração Superficial: O Que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros"

Autor: Nicholas Carr
Editora: Agir
Páginas: 384
Quanto: R$ 42,90 (desconto especial, por tempo limitado)
Onde comprar: 0800-140090 ou na
Livraria da Folha

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/1000902-a-mente-do-internauta-esta-caotica-poluida-impaciente-e-sem-rumo-diz-autor.shtml



Divulgação:

 


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Excesso de vida digital e “cérebro de pipoca”

Luis Dufaur
Gilberto Dimenstein, membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, escreveu que “começa a se disseminar entre psicólogos americanos a expressão ‘cérebro de pipoca’ para designar um distúrbio estimulado pela internet”.
A causa do mal é o excesso de estímulos mentais simultâneos que dificulta às pessoas pura e simplesmente lidar com as realidades comezinhas da vida cotidiana, cujo ritmo é mais lento que um clique de mouse.
Na famosa Universidade de Stanford, um dos berços da revolução digital, o professor de psicologia social Clifford Nass constatou que muitos jovens que usam intensamente a internet ficaram incapazes de interpretar o significado de expressões faciais de homens e mulheres.
Segundo o professor esses jovens revelam uma espécie de analfabetismo emocional e padecem graves dificuldades de relacionamento, embora intensamente ligados a “redes de relacionamento”!
O problema, segundo Nass, “está tanto na falta de contato cara a cara com as pessoas como na dificuldade de manter o foco e verificar o que é relevante, percebendo sutilezas, o que exige atenção”.
O distúrbio do ‘cérebro de pipoca’ mostra que o excesso de informação digital bloqueia a habilidade da pessoa para distinguir o relevante do irrelevante.
Para outros analistas, distorções de origem digital, como a compulsão para se manter conectado com o computador ou o celular, pertencem à categoria de vício.
O distúrbio do “cérebro de pipoca” é induzido, segundo os especialistas compulsados por Dimenstein, pelo movimento caótico e constante de informações exigindo que se executem simultaneamente várias tarefas.
Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade para se concentrar num assunto só e fazer coisas simples da vida cotidiana, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar no celular.
É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente, resumiu Dimenstein.

Fonte: http://www.ipco.org.br/home/noticias/internet-e-o-%e2%80%9ccerebro-de-pipoca%e2%80%9d


Divulgação:




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Jogo online mais popular do mundo influencia relacionamentos amorosos, diz pesquisa

Jogo online mais popular do mundo influencia relacionamentos amorosos, diz pesquisa





Rafael Roncato
Do UOL, em São Paulo


Com a chegada da versão brasileira de "World of Warcraft" --o game online mais popular do mundo, com 12 milhões de assinantes--, muitos jogadores passarão algumas horas em frente ao computador em companhia de seus personagens guerreiros. Mas o prazer virtual pode levar à insatisfação real. De acordo com uma pesquisa realizada na universidade de Brigham Young, nos Estados Unidos, divulgada em fevereiro de 2012, jogos online de RPG podem afetar negativamente a vida real de uma casal. Por outro lado, não são poucos os casais que, quando dividem o mesmo gosto, se aproximam ainda mais com os games.

Liderada pela estudante Michelle Ahlstrom e pelo professor Neil Lundberg, a pesquisa analisou 349 casais para saber de que maneira jogos online como "World of Warcraft" afetam a satisfação dos cônjuges. O estudo notou que 75% dos casais interessados em seus personagens virtuais gostariam de dedicar mais tempo ao casamento do que aos grupos do game.


A culpa é do jogo?

 "O primeiro passo para identificar um problema no relacionamento é prestar atenção na qualidade dele", explica o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami. A infelicidade na relação pode ter vindo primeiro e ser a responsável por tantas horas diante do computador. Com a vida conjugal indo mal, é natural que pessoas a procurarem algo que as satisfaça. "Muitas vezes, perde-se a cumplicidade, deixando uma lacuna, que acaba sendo preenchida por outra atividade, como jogar. E isso acaba dando a entender ao companheiro que o relacionamento não importa mais."

  • Thinkstock Se as atividades do casal não são negligenciadas, jogar não é um problema

O psicólogo ainda comenta que há casos extremos que ele já conheceu, como o de um homem que se divorciou devido à grande dedicação ao mundo virtual. "Ele não só se separou da mulher, mas, também, perdeu o trabalho por ficar jogando", conta.

O estudo da universidade de Brigham Young revela que não é o tempo gasto com jogos que causa insatisfação, mas, sim, os argumentos para jogar ou a falta de horário para deitar na cama. Essas situações acabam levando a problemas, como pouco tempo para a vida conjugal, falta de comunicação e cumplicidade.

"O problema é a sensação de ser deixado de lado por causa de um jogo", explica a psicóloga Luciana Ruffo, membro do Núcleo de Pesquisa em Psicologia da Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Para ela, essa situação acaba gerando um mal-estar entre o casal, além das eventuais brigas e cobranças.


Prazer dividido

 Os pesquisadores notaram que alguns dos casais pesquisados são formados por pessoas que jogam juntas, o que leva, em 76% dos casos, a um relacionamento mais positivo e saudável --dentro e fora do mundo virtual. "Nesse caso, existe um ponto em comum entre o casal", diz Luciana Ruffo, que completa: "É mais uma forma de interação."

Para Alexandre Bez, não há problema em conciliar a vida virtual e real no relacionamento. Basta que os horários não sejam muito extensos e que haja convivência entre as pessoas. "Pode jogar junto, brincar à vontade, desde que as atividades do casal não sejam colocadas de lado. É nesse ponto que uma diversão pode ser transformar em algo ruim", explica.


Especialistas dão cinco dicas para você conseguir conciliar vida real e virtual*
1. Tente trazer o outro para o mesmo universo, compartilhando um gosto. Mas não force a barra;

2. Combine horários para jogar e para fazer outros programas, evitando ficar negociando a todo momento (o que é desgastante);

3. Não proíba alguém de jogar e não permita que te proíbam. É uma momento de lazer e exige um acordo razoável para ambos;

4. Pequenos gestos são muito úteis para a manutenção da relação. Não deixe de demonstrar carinho, interesse, ter intimidade.

5. Combinem de sair depois de jogar (e não fure). Compense as horas no computador com passeios, mostrando que gosta de estar com a pessoa com quem você se relaciona.

*Consultoria: Luciana Ruffo e Alexandre Bez

Fonte via: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/02/20/jogo-online-mais-popular-do-mundo-influencia-relacionamentos-amorosos-diz-pesquisa.jhtm

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

sábado, 14 de janeiro de 2012

Concentração dividirá o mundo entre senhores e escravos


Antes do tsunami digital, o poder pertencia aos detentores da informação. Agora, com a informação mais desvalorizada que cruzados e cruzeiros nos anos Sarney e Collor, a moeda em alta será cada vez mais a capacidade de concentração – aquela exigida por exemplo de quem mergulha na primeira página de um livro para emergir na última, sem parar dez mil vezes no meio do caminho para conferir o e-mail ou se divertir com vídeos virais no YouTube.

Parece um paradoxo, mas não é. O turbilhão das informações online é superficial para quem o consome, não para quem o produz. Toda horizontalidade tem uma dimensão vertical que a sustenta: o vídeo viral que se engole em um minuto e meio exigiu tempo e concentração de seu autor ou autores. A capacidade de imersão atenta e refletida que o mundo digital parece disposto a aniquilar é, no fundo, um dos pilares de sua linha de produção.

Uma pesquisa feita no mês passado nos EUA pela Nielsen apurou números interessantes: a maior parte dos proprietários de tablets (70%) e smartphones (68%) passam parte significativa de seu tempo de uso do aparelho (30% e 20%, respectivamente) diante da TV. Isso é dispersão em estado puro. (Lembrei-me de uma amiga querida que, nos anos 1980, só via TV ao mesmo tempo que lia revistas e fazia as unhas – uma vanguardista.)

Em um artigo intitulado “Como sobreviver à era da distração”, publicado na última sexta-feira pelo jornal inglês “The Independent”, Johann Hari desfiou argumentos parecidos para sustentar a já batida ladainha de que a leitura linear dos velhos livros é um bem social de que não podemos abrir mão: “É por isso que nós precisamos de livros, por isso que eu acredito na sua sobrevivência”, escreveu. “Porque a maior parte dos seres humanos deseja se engajar em reflexão profunda, com concentração profunda. Trata-se de músculos necessários para quem quer sentir profundamente e se envolver produndamente. A maior parte de nós não deseja tira-gostos mentais para sempre: queremos refeições.”

Para mim, tudo isso soa bem, mas não diz tudo. Na última quarta-feira, conversando com o jovem empreendedor americano Scott Lindenbaum no palco do Oi Futuro (foto acima), no Rio de Janeiro, sobre sua revista literária multimídia Electric Literature, fiquei surpreso ao ouvi-lo admitir que pouco se interessa pelas novas formas de narrativa que o meio digital propicia. A ideia de sua revista, afirmou, é usar os recursos digitais como chamariz, criando uma aura cool e jovem em torno da boa e velha literatura. Aquela feita exclusivamente de palavras, uma depois da outra.

Acho que a esta altura já se pode levantar uma hipótese a ser testada pelos próximos anos. A atenção concentrada não é apenas um valor cultuado nostalgicamente por tipos literários que, incapazes de aceitar a derrota, queixam-se como velhos ranzinzas da superficialidade de um mundo multitarefeiro. A atenção concentrada é o capital que cada vez mais dividirá os seres humanos entre senhores e escravos digitais.


Fonte via: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/pelo-mundo/concentracao-dividira-o-mundo-entre-senhores-e-escravos/


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A internet é uma máquina de fazer idiotas?



“A geração superficial – O que a internet está fazendo com os nossos cérebros” (Agir, 384 páginas) é o livro que consolidou a posição do jornalista americano Nicholas Carr como principal crítico cultural do mundo digital.

O livro nasceu de um artigo polêmico que Carr publicou em 2008, chamado “O Google está nos deixando burros?”, comentado na época aqui no blog. A tese central é a mesma: ao nos ensinar a ler de outra forma – veloz, horizontal, volúvel, interativa, baseada na satisfação imediata –, a tecnologia digital está reprogramando nossas mentes no nível bioquímico, devido a uma característica do cérebro chamada neuroplasticidade. Em consequência disso, a capacidade da espécie de acompanhar raciocínios longos e mergulhar sem distração na solução de um problema complexo pode estar simplesmente em vias de extinção.

Se a ideia central já constava do artigo de 2008, “A geração superficial” sustenta o pessimismo de seu autor com uma impressionante variedade de informações históricas, científicas, econômicas etc. Consegue manter no ar todos esses malabares sem perder a atenção do leitor – isto é, daquele leitor que ainda for capaz de prestar atenção em um texto com mais de cinco linhas.

Carr não é um luddita, um reacionário. Sabe que voltar ao império da cultura livresca em que vivemos por séculos, com sua leitura linear e sua concentração em uma tarefa mental de cada vez, é impossível. Tanto quanto teria sido, para os contemporâneos de Gutenberg, desinventar a imprensa.

Essa inevitabilidade histórica não o impede de recuar dois passos em busca de uma visão distanciada daquilo que a maioria de nós percebe apenas como vertigem, quando percebe: ao revolucionar profundamente, em poucos anos, o modo como lemos, aprendemos, trabalhamos, nos divertimos, nos relacionamos, consumimos, a cultura digital está mexendo profundamente em… nós mesmos.

Estamos ganhando algo, obviamente: ninguém entrou nisso a contragosto. Mas estamos perdendo algo também.

Evidentemente, Nicholas Carr não é o único a pensar assim. À medida que reflui o deslumbramento com as inegáveis maravilhas do mundo digital, tem crescido nos últimos anos a sensação de que a capacidade de concentração é um bem que merece ser preservado a qualquer custo. Há alguns meses, publiquei aqui um artigo chamado “Concentração dividirá o mundo entre senhores e escravos”, que trata justamente disso. Do outro lado do ringue, não faltam também os que abraçam sem reservas todos os impactos psicossociais das novas tecnologias.

Esse debate vai render por muito tempo. É difícil enxergar com clareza os efeitos de uma revolução quando se está no meio dela. O notável livro de Carr tenta fabricar luz na escuridão mantendo um pé no novo ambiente e o outro no velho: o fôlego argumentativo e a qualidade do texto são típicos da era livresca, enquanto a mobilização de informações ecléticas paga tributo ao jeito Google de absorver o mundo.

É o Google, aliás, o personagem principal daquele que me pareceu o mais luminoso argumento de Carr – e também o mais assustador. Trata-se de uma analogia simples entre as ideias de Frederick Winslow Taylor, engenheiro industrial do século 19 responsável pela criação do método de repetição mecânica de tarefas que viria a dar na linha de montagem de Henry Ford, e a filosofia de processamento de informações que norteia a mais bem sucedida empresa da era digital. Como um operário cuja única função é apertar determinado parafuso, o bom internauta tem a função de clicar, quanto mais depressa melhor, e manter a máquina girando. Parar para pensar não é só um luxo: é contraproducente.

E ainda nem falamos de como fica a velha literatura nesse quadro. Quarta-feira eu continuo.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/todoprosa/resenha/a-internet-e-uma-maquina-de-fazer-idiotas/

Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com